sexta-feira, 30 de maio de 2008

Do estribilho

Caiu um guindaste num prédio em Nova York. Pensaram que era uma bomba. Foi engraçado pra alguns, mas não pro cara que morreu. O desastre não é tão grande quanto na hora do susto. E se a vitima for uma só - pro resto do mundo é bobagem. Quando algo cai pode ser corriqueiro pros amigos ou pra quem estava caminhando por ali. Mas pra quem estava por baixo o mundo parece ter vindo sobre sua cabeça. Mas aí ele resiste e fica de pé. O pranto não rolou. As obras que o guindaste tanto ajudava chama-se vida. Uma obra, tão chata quanto um livro de Eça de Queriroz. E o sol vem contrariar a previsão do tempo. E o cadarço ganha vida própria. E o mundo dá dor de cabeça. Quando morrer enterrem-me de pé, pois vivi a vida inteira de joelhos. Exausto, eu peço aos Deuses pra começar uma nova obra longe daqui.

“Se você realmente gosta de solidão, eu deixarei que você

faça o que preferir para que isso não lhe machuque oh oh...”
(escreveu Britney num misterioso pedaço de papel)

Eu já fui soterrado e só vim aqui avisar que n a d a será como antes.


5 comentários:

Victor Moraes, disse...

não queria escrever isso!

amanda lee jones disse...

escrever faz bem!!!

Dan Souza disse...

É bom que desabafa...

bruna f. disse...

"Quando morrer enterrem-me de pé, pois vivi a vida inteira de joelhos. Exausto, eu peço aos Deuses pra começar uma nova obra longe daqui."

me sinto igual a ti. e eu voltei

Rα i sα ~ disse...

/nada � como sempre.