Lembro-me bem dos muros de antipatia que criava em torno de mim afim de aprisiornar-me em tudo que só a mim interessava. As cores, o agito e os sorrisos não existiam lá do outro lado. Eram discussões num total branco e preto. Não pude, em toda a minha essência, aprisionar-me num individualismo infantil quand0 todas variações – ainda em mono cor – me atingiram e acenaram com mais veemência do meu futuro pertencente total ao outro lado do muro. O outro, o desconhecido, passou a fazer parte da calçada. Mundo mostrando-me assim maior – e muito mais ruim – que todos os pés descalços que me alegravam-se nos paralelepipedos da rua 'H'e 'E'. Abrir os olhos não foi uma experiência tão dolorida quanto pra maioria. Sim, 'maioria' finalmente tornou-se uma palavra em meu vocabulário. Quando vi que mudanças benéficas não poderiam acontecer a mim e a minha nova palavra amarrei uma venda em meus olhos. Não tão diferentes daquelas paredes. Mas há caminhos tão variados e sutis para as mesmas coisas. Sutilmente, feito o embalo de alguns sambas, feito o estribilho de algumas letras, com a sabedoria de alguns ídolos, percebi que adentrava todo um dicionário, de procuras eternas por significados, pelos ouvidos. Sem filtro, aquilo passava por algum tipo de processo dentro mim e escapava-me pela boca. Ainda escapa. O hoje e agora em colunas feitas de palavras começou a funcionar como as cartas de tarot. Como uma ideia que poderia trabalhar em minha mente sem dissociar meu ego daquela minha primeira importante palavra com 'M'. A total desilusão governamental cobriu todos os pés de todas minhas ruas. Seria um nova onda ou puro efeito das idades que encurtavam suas pontes entre seus números? Sei agora que tenho mais o que pensar além da resposta pra essa pergunta. Falando no presente, encontrei na mono cor um - erroneamente chamado por muitos - mono tema. Sustentabilidade agora é uma palavra que veste saias e enfeita-se com colar de sementes. Mostrou a mim que os pés descalços da minha 'maioria' pisavam em terra fértil de ouro marrom. Que não ficariam muito tempo equilibrados ali se uma lama de gana e fios inunda-se ainda mais o que nos serve de sustento. Há uma nova cor além de preto, branco e o – já desbotado – vermelho. Há no meu dicionário há uma palavra chamada 'verde' que não se diferencia das cores daquelas ruas antigas, já citadas, nem mesmo do meu sentimento ganho ao olhar todos que transitavam nas calçadas. Posso notar agora que a venda que pus nos olhos, não é tão diferente daquela existente em estátuas em frente a fóruns. Que o governamentalismo derrubou o meu muro tal como o que caiu em 8 de novembro de 1989. Esse tombo foi causado à marretadas de consciência que sozinho posso fazer algo, posso fazer justiça, posso criar novos daqueles círculos. Que fechar os olhos não impede os ouvidos de funcionarem, a boca de mover-se, o coração de fazer algo além de bombear sangue, nem a derme de arrepiar-se. Vi que posso por vendas e que elas não impedem o todo de injetar em minhas veias um sentimento profundo que há de correr mundo como pulsar de conversas politicas em mesas de bar.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Governamental
Lembro-me bem dos muros de antipatia que criava em torno de mim afim de aprisiornar-me em tudo que só a mim interessava. As cores, o agito e os sorrisos não existiam lá do outro lado. Eram discussões num total branco e preto. Não pude, em toda a minha essência, aprisionar-me num individualismo infantil quand0 todas variações – ainda em mono cor – me atingiram e acenaram com mais veemência do meu futuro pertencente total ao outro lado do muro. O outro, o desconhecido, passou a fazer parte da calçada. Mundo mostrando-me assim maior – e muito mais ruim – que todos os pés descalços que me alegravam-se nos paralelepipedos da rua 'H'e 'E'. Abrir os olhos não foi uma experiência tão dolorida quanto pra maioria. Sim, 'maioria' finalmente tornou-se uma palavra em meu vocabulário. Quando vi que mudanças benéficas não poderiam acontecer a mim e a minha nova palavra amarrei uma venda em meus olhos. Não tão diferentes daquelas paredes. Mas há caminhos tão variados e sutis para as mesmas coisas. Sutilmente, feito o embalo de alguns sambas, feito o estribilho de algumas letras, com a sabedoria de alguns ídolos, percebi que adentrava todo um dicionário, de procuras eternas por significados, pelos ouvidos. Sem filtro, aquilo passava por algum tipo de processo dentro mim e escapava-me pela boca. Ainda escapa. O hoje e agora em colunas feitas de palavras começou a funcionar como as cartas de tarot. Como uma ideia que poderia trabalhar em minha mente sem dissociar meu ego daquela minha primeira importante palavra com 'M'. A total desilusão governamental cobriu todos os pés de todas minhas ruas. Seria um nova onda ou puro efeito das idades que encurtavam suas pontes entre seus números? Sei agora que tenho mais o que pensar além da resposta pra essa pergunta. Falando no presente, encontrei na mono cor um - erroneamente chamado por muitos - mono tema. Sustentabilidade agora é uma palavra que veste saias e enfeita-se com colar de sementes. Mostrou a mim que os pés descalços da minha 'maioria' pisavam em terra fértil de ouro marrom. Que não ficariam muito tempo equilibrados ali se uma lama de gana e fios inunda-se ainda mais o que nos serve de sustento. Há uma nova cor além de preto, branco e o – já desbotado – vermelho. Há no meu dicionário há uma palavra chamada 'verde' que não se diferencia das cores daquelas ruas antigas, já citadas, nem mesmo do meu sentimento ganho ao olhar todos que transitavam nas calçadas. Posso notar agora que a venda que pus nos olhos, não é tão diferente daquela existente em estátuas em frente a fóruns. Que o governamentalismo derrubou o meu muro tal como o que caiu em 8 de novembro de 1989. Esse tombo foi causado à marretadas de consciência que sozinho posso fazer algo, posso fazer justiça, posso criar novos daqueles círculos. Que fechar os olhos não impede os ouvidos de funcionarem, a boca de mover-se, o coração de fazer algo além de bombear sangue, nem a derme de arrepiar-se. Vi que posso por vendas e que elas não impedem o todo de injetar em minhas veias um sentimento profundo que há de correr mundo como pulsar de conversas politicas em mesas de bar.
sábado, 31 de outubro de 2009
Claro/Escuro
Melhor esquecer. Já vi a luz o suficiente. Quero ver amanhã - claridade, calor, cimento e pedra! Daí então parte de mim as palavras desesperançosas, nada melódicas - como tudo que vem de mim não é - que faz desacreditarem em toda poesia que transpiro. É isso que, talvez, queira exalar. Estranho em mim mais que à qualquer pessoa. E quero acordar amanhã e não pensar assim, mas me conhecendo em todos os meus silêncios e barulhos sei porque faço assim. Barreiras do 'melhor assim' que brotam em mim. Como cicatrizantes em troncos de árvores. Sem, quem sabe, querer. E num revezamento de claro e escuro o tempo e oportunidade passam. Nada mais comum que isso na vida. Tudo sem querer parecer o 'melódico' já citado, apesar da música e das gotas na janela. E não, eu nunca esqueço.
Não pode
Y andar arrojando a los cerdos miles de perlas
La tortura - Shakira
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Peito Aberto
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A novidade
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Sem ilusão; Sem nostalgia
"A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna, é que o capricho dura um pouco mais" Oscar Wilde
terça-feira, 13 de outubro de 2009
eco
As minhas palavras andam imponentes, as decisões - dizem seguras - como dedo indicador em riste. É que aquele olhar para baixo, depois que se vira pro outro lado da cama, tão comum pra alguns, como eu, andam escondidos. Mas não deixam de existir. De consumir. De pedir abrigo. Cabanas, braços.
E o sorriso é o mesmo, mesmo que vida diga não. E ela nem disse isso.
alumbrando desde otro tiempo,
una hoja lejana que lleva y que trae el viento.
eco, eco...
ocupando de a poco el espacio
de mi abrazo hueco
Quem vai quebrar?
O Grande Mestre e o Guardião dividiam a administração de um mosteiro zen. Certo dia, o Guardião morreu e foi preciso substituí-lo. O Grande Mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado.
“Vou apresentar um problema”, disse o Grande Mestre. “E aquele que o resolver primeiro, será o novo Guardião do templo”.
Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima estava um vaso de porcelana caríssimo, com uma rosa vermelha a enfeitá-lo. “Eis o problema”, disse o Grande Mestre.
Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam: os desenhos sofisticados e raros da porcelana, a frescura e a elegância da flor. O que representava aquilo? O que fazer? Qual seria o enigma?
Depois de alguns minutos, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos a sua volta. Depois, caminhou resolutamente até o vaso, e atirou-o no chão, destruíndo-o.
“Você é o novo Guardião”, disse o Grande Mestre para o aluno. Assim que ele voltou ao seu lugar, explicou: “Eu fui bem claro: disse que vocês estavam diante de um problema. Não importa quão belo e fascinante seja, um problema tem que ser eliminado”.
“Um problema é um problema; pode ser um vaso de porcelana muito raro, um lindo amor que já não faz mais sentido, um caminho que precisa ser abandonado - mas que insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto”, disse. “Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente”.
“Nessas horas, não se pode ter piedade, nem ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo”.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Pela lei natural dos encontros

♫
Don’t tell me that my masterplan
Ain't coming through
Don't tell me that I won't
I will
♪
Don't tell me cause I know what's real
What I can do
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Outra maneira
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
180º
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Lances
I've never looked for trouble
But I've never ran
I don't take no orders
From no kind of man
I'm only made out
Of flesh, blood and bone



