quinta-feira, 19 de novembro de 2009

bailar ♫


If you wanna just SCREAM
- scream your lungs out -
If you wanna just cry
- cry your eyes out -

I’mma do my thing
(that’s what I’m about)
You can cry your eyes out of your head

Baby, baby: I don’t care, I don’t care I don’t care I don’t care...
You can cry cry cry again again again

My face’s like a mannequin ♪'

domingo, 15 de novembro de 2009

Resta um

Hoje não há impulsos nervosos que levem minha matéria a encarar-se num espelho. Sei de tudo que está mim, absolutamente consciente, mas, não vejo o porque da auto-flagelação. As manchas que vejo em pálpebras fechadas formam um passado que por todo se envergonharia do agora. Mais um lamento. Não há ombros, vergonha ou coragem. Repleto vazio na palma da mão que teve que ser aberta pra que escorresse as mais belas cores que povoavam sonhos da época de menino. Enxerguei valor e não gerânios. Caí no sacrifício desnecessário. E esses olhos, que por um tempo desviarão de seus reflexo em superfície qualquer, fecham-se molhados. Resta agora o belo em dourado quando estes se abrirem amanhã. Mas de quê me serve?

sábado, 14 de novembro de 2009

Inquieto ponteiro

Veste-se de mim e me invade. Um não entender de tantos que cegas de teu querer. Se procurasse essa antiga marca nas minha recentes palavras, com a atenção de olhos desconhecidos, viria que não há nada para colher aqui. Sei que do muito que percorri não entreguei meu tempo à cores que eu mesmo quis criar pra que parecesse mais vivida a minha trilha. Não me vejo nem um pouco errado a cada vez que senti ponteiros trabalharem e fiz disso oportunidades. Daqui só vejo orgulho em toda a minha verdade. Em meu não-personagem. Em meu corpo não ser marionete de rancor algum. Ando confuso de tão repleto. Só há um vazio que só a novidade vai preencher. Feche os olhos e continue tateando a vida ao redor - só está se aproximando do ridículo. Sei é do tanto que colecionei, que não dá pra contar. Dá pra sentir. Pertencente de amor e purezas obscenas. Cara limpa.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O que lhe vale

Chega um dia, desses que nos debruçamos na janela e a paisagem parece desaparecer ofuscada por pensamentos, e vemos do que cansamos e do que valeu a pena. A brisa que aqui sopra traz a melancolia quase necessária nesses momentos. E então o pensamento nos volta para o que nos deu suspiros tensos de ansiedade nos últimos dias. Estranho que agora isso parece tão menor e desbotado. E nesses dias, os dias de suspiros tensos, dia em que todo lugar que nos debruçamos pareciam com a janela da espera, o tempo dedicado a agonia nos serve para de distinção de tudo aquilo que realmente nos vale. Que tenho certeza que é tanto que nem nos lembramos mais de todo 'resto'. É como o gnomo que sai do ponto cego de nossa visão na janela e percorre uma trilha pelo jardim. Adianta, de inicio, olhar o mapa, apegar-se no que busca. Mas logo há pedras, frutos e seres novos pelo caminho. Logo deixamos o mapa cair nessa trilha, pra que sobre espaço pra carregar consigo um pouco do que de novo há. Vagarosamente criamos pequenos desvios, colecionamos o que há neles. Não importando se é bom ou ruim. Como o caminho do principezinho até a terra, e o valor maior ao B-612 em seu retorno. Como a busca pelo significado do Rosebud do Kane. Há de servir todo peso nessa bagagem. E nas surpresas de toda tragetória o que lhe vale é o que agora te resta na bagagem.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Volver

Num intervalo de minhas palavras, num tempo tomado por pensamentos, embarco numa volta ao básico, a comparações, a promessas, marcas e barreiras. Poderia destrinchar cada uma dessas coisas que agora me vem em flashs numa tentativa de explicar o que me passa nestes últimos intervalos de ensurdecedor silêncio - mas não acho necessário. Quem sabe ainda, estes 'tópicos' de pensamentos não façam parte de uma coisa só. E acho que é. Não vejo as últimas barreiras como presságio, eu só vejo um passado. De olhos quase virados, um pouco lacrimejados e um tanto irritados, faço de alguns sentimentos objetos de prateleira. Os comparo, defino, limito. Ainda que ache em Wilde a verdade de que 'há sempre um quê de ridículo nas emoções das pessoas que deixamos de amar', não falo de algo tão forte, nem tão pouco me refiro as carapulsas que a frase há de colocar. Eu voltei àqueles dias em ouvia as belas palavras, olhava à lua pela janela. Em neblina, fumaças, eu brilhava mais que ela para alguém. No dia em que cansei - sem motivos aparente pois corações não são como fios de rede eletrica - construi tais muros, pintei em lágrimas de tons fortes demarcações no chão. E te pego me pondo no mesmo embalo. Voltei. Ainda com o mesmo cenário, único permenescente no espetáculo. Não és peso algum à minha razão. Mas não só disso que vivo. Entre inumeros dos itens que comletariam a minha ridicula lista de sobrevivência eu só sei que não há a palavra 'explicação' escrita por lá. Que entre nossos tempos tão distântes não deixei a sensação de 'retornar'. É o que desejo. O que não sei se posso evitar. E que essa pele nova possa completar a minha. Que esse sentimento velho não me faça retroceder.

vivir
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Boomerangue

...gastei tanta palavra por gastar, agora as pobres tentam se salvar ♪'

As palavras, inadequadamente sinceras, saem de mim. Desfilam vestidas de vocabulários, acessórios de girias, e se lançam num lugar não-pertencente de sua verdade. O não saber lidar do mundo com o que exprimo, cuspo, falo. E a culpa deve sim ser toda da emissão, de quem atirou o que era demais no que não lhe cabia. Minha. Sou eu que engulo as palavras que eu mesmo falo. De alguma forma - qualquer uma de tantas - lançam de volta, assim, pra mim. Eu não posso e nem quero controlar. Em falas, em textos, mensagens de texto, sinais de fumaça. É um dom de fluir. Uma sina. Algo sobre histórias e seus pontos finais. Um não entender rasgando velhas imagens para que tudo que devo exprimir seja então destacado. E agora, não falo de enganos do passado, de aventuras quase recentes, nem do dito que me levou a cama e que me acordou lindamente essa manhã. Refiro tão e só a mim. À todos os meus devaneios, todos os meus corações, todas as minhas gotas de saliva perdidas/gastas em todo verbo que devo parir.

Desperadamente eu grito em português {...}
Eu quero que esse canto torto feito faca corte a carne de vocês '

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Governamental


Lembro-me bem dos muros de antipatia que criava em torno de mim afim de aprisiornar-me em tudo que só a mim interessava. As cores, o agito e os sorrisos não existiam lá do outro lado. Eram discussões num total branco e preto. Não pude, em toda a minha essência, aprisionar-me num individualismo infantil quand0 todas variações – ainda em mono cor – me atingiram e acenaram com mais veemência do meu futuro pertencente total ao outro lado do muro. O outro, o desconhecido, passou a fazer parte da calçada. Mundo mostrando-me assim maior – e muito mais ruim – que todos os pés descalços que me alegravam-se nos paralelepipedos da rua 'H'e 'E'. Abrir os olhos não foi uma experiência tão dolorida quanto pra maioria. Sim, 'maioria' finalmente tornou-se uma palavra em meu vocabulário. Quando vi que mudanças benéficas não poderiam acontecer a mim e a minha nova palavra amarrei uma venda em meus olhos. Não tão diferentes daquelas paredes. Mas há caminhos tão variados e sutis para as mesmas coisas. Sutilmente, feito o embalo de alguns sambas, feito o estribilho de algumas letras, com a sabedoria de alguns ídolos, percebi que adentrava todo um dicionário, de procuras eternas por significados, pelos ouvidos. Sem filtro, aquilo passava por algum tipo de processo dentro mim e escapava-me pela boca. Ainda escapa. O hoje e agora em colunas feitas de palavras começou a funcionar como as cartas de tarot. Como uma ideia que poderia trabalhar em minha mente sem dissociar meu ego daquela minha primeira importante palavra com 'M'. A total desilusão governamental cobriu todos os pés de todas minhas ruas. Seria um nova onda ou puro efeito das idades que encurtavam suas pontes entre seus números? Sei agora que tenho mais o que pensar além da resposta pra essa pergunta. Falando no presente, encontrei na mono cor um - erroneamente chamado por muitos - mono tema. Sustentabilidade agora é uma palavra que veste saias e enfeita-se com colar de sementes. Mostrou a mim que os pés descalços da minha 'maioria' pisavam em terra fértil de ouro marrom. Que não ficariam muito tempo equilibrados ali se uma lama de gana e fios inunda-se ainda mais o que nos serve de sustento. Há uma nova cor além de preto, branco e o – já desbotado – vermelho. Há no meu dicionário há uma palavra chamada 'verde' que não se diferencia das cores daquelas ruas antigas, já citadas, nem mesmo do meu sentimento ganho ao olhar todos que transitavam nas calçadas. Posso notar agora que a venda que pus nos olhos, não é tão diferente daquela existente em estátuas em frente a fóruns. Que o governamentalismo derrubou o meu muro tal como o que caiu em 8 de novembro de 1989. Esse tombo foi causado à marretadas de consciência que sozinho posso fazer algo, posso fazer justiça, posso criar novos daqueles círculos. Que fechar os olhos não impede os ouvidos de funcionarem, a boca de mover-se, o coração de fazer algo além de bombear sangue, nem a derme de arrepiar-se. Vi que posso por vendas e que elas não impedem o todo de injetar em minhas veias um sentimento profundo que há de correr mundo como pulsar de conversas politicas em mesas de bar.

sábado, 31 de outubro de 2009

Claro/Escuro


Melhor esquecer. Já vi a luz o suficiente. Quero ver amanhã - claridade, calor, cimento e pedra! Daí então parte de mim as palavras desesperançosas, nada melódicas - como tudo que vem de mim não é - que faz desacreditarem em toda poesia que transpiro. É isso que, talvez, queira exalar. Estranho em mim mais que à qualquer pessoa. E quero acordar amanhã e não pensar assim, mas me conhecendo em todos os meus silêncios e barulhos sei porque faço assim. Barreiras do 'melhor assim' que brotam em mim. Como cicatrizantes em troncos de árvores. Sem, quem sabe, querer. E num revezamento de claro e escuro o tempo e oportunidade passam. Nada mais comum que isso na vida. Tudo sem querer parecer o 'melódico' já citado, apesar da música e das gotas na janela. E não, eu nunca esqueço.


Não pode


... pedir lo eterno a un simple mortal ♪'
Y andar arrojando a los cerdos miles de perlas
La tortura - Shakira

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Peito Aberto

Falando assim de corações e de receios. Falando pra mim de beleza, do tipo derramada em cestas e distribuídas em porções à ti. O impossível não foi suficiente pra inibir a falta. Mais que saudade. Mais que. Ponto. Em toda prosa, inundada de sorrisos, cita pra mim uma barreira. Obstáculo de tempo, a maior de nossas distâncias. De diferentes quereres. Um pouco mais fraca que toda nossa adoração é vontade do botão reset. Quem dera essa alegria não fizesse parte de mim; assim, toda falta, querer, desejo e poesia não atormentasse meus sonhos antes mesmo de pegar no sono sob o travesseiro. Quem dera papear assim em mesa bar. Como é coisa de outro mundo poder esquecer tantos dizeres destes e te segurar a zero de distância de mim. Sim, a forma não é racional. Não há moldes, medidas. É tudo sentimentalmente complicado. Mas não são palavras dedicadas à impecilios. São só
receios internos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A novidade

Acena lá de longe. Mostra que sempre esteve por perto. E então, como uma recém descoberta porta em finitas paredes, aparece. Como que envolta numa caixa, das mais belas, fazendo abrir um sorriso sem nem sequer ter aberto a caixa. Estranhas perfeições - há de ser só um trauma. Deliciosamente envolventes. Assim, plurais. Sou um ou dois tablados, anúncio em branco. Sou aquela cara de surpresa pós expectativa. Sou inteiro proveito pra essa nova. Preenchendo todos os atributos, manda avisar que o recado foi dado. A novidade chegou.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sem ilusão; Sem nostalgia

"A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna, é que o capricho dura um pouco mais" Oscar Wilde
Picotando velhos papéis não pude conter um riso frouxo. Transformado o velho fogo em cinzas. Bobagens. Obrigando-me a concordar que os melhores tempos são os que não passam de uma noite. Eu não pude corresponder os escritos por diversas vezes. Me sinto bem por isso, de certa forma. Besteiras. Fui num jogo onde julgaram a presença, sentimento. Onde julgaram haver vidas em minha vida. Agora tudo acabou em pedaços, num cesto de lixo. Deixando novos espaços.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

eco

Meu físico começa a espelhar o que se passa dentro de mim. Meu ar, pesado, mostra parte do meu ressentimento; dividindo narinas com o medo - escondido. Os olhos marcados pelo que tira o meu sono, pelos meus sonhos, minhas flores. Os dentes rangem pelo eco que dão às minhas palavras. Minha boca saliva pelas lembranças. Meu sangue pulsa mais rápido quando a mente passeia num futuro. As pernas balançam numa ansiedade por tudo que o ouvido tem pra escutar, mas que esta aprisionado num mistério e trancado pelo medo de ouvir.
As minhas palavras andam imponentes, as decisões - dizem seguras - como dedo indicador em riste. É que aquele olhar para baixo, depois que se vira pro outro lado da cama, tão comum pra alguns, como eu, andam escondidos. Mas não deixam de existir. De consumir. De pedir abrigo. Cabanas, braços.
E o sorriso é o mesmo, mesmo que vida diga não. E ela nem disse isso.

su luz fugaz
alumbrando desde otro tiempo,
una hoja lejana que lleva y que trae el viento.
eco, eco...
ocupando de a poco el espacio
de mi abrazo hueco

Quem vai quebrar?

Escrito por Paulo Coelho

O Grande Mestre e o Guardião dividiam a administração de um mosteiro zen. Certo dia, o Guardião morreu e foi preciso substituí-lo. O Grande Mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado.

“Vou apresentar um problema”, disse o Grande Mestre. “E aquele que o resolver primeiro, será o novo Guardião do templo”.

Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima estava um vaso de porcelana caríssimo, com uma rosa vermelha a enfeitá-lo. “Eis o problema”, disse o Grande Mestre.

Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam: os desenhos sofisticados e raros da porcelana, a frescura e a elegância da flor. O que representava aquilo? O que fazer? Qual seria o enigma?

Depois de alguns minutos, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos a sua volta. Depois, caminhou resolutamente até o vaso, e atirou-o no chão, destruíndo-o.

“Você é o novo Guardião”, disse o Grande Mestre para o aluno. Assim que ele voltou ao seu lugar, explicou: “Eu fui bem claro: disse que vocês estavam diante de um problema. Não importa quão belo e fascinante seja, um problema tem que ser eliminado”.

“Um problema é um problema; pode ser um vaso de porcelana muito raro, um lindo amor que já não faz mais sentido, um caminho que precisa ser abandonado - mas que insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto”, disse. “Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente”.

“Nessas horas, não se pode ter piedade, nem ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo”.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pela lei natural dos encontros

Isso tudo é apenas o modo diferente como vemos as coisas. Uma visão difícil de tudo que passa aos seus olhos. Não é que eu tenha terminado com todo aquele sentimento - mas incomoda quando diz que não os tenho. Há algo mais repleto em mim que ofusca sua cartilha e é ai que você - erro - reage. Não adianta me por em chamadas, em blêfes, suposições e retaliações. Não há espaço pra sua experiência em meus planos. Não mora em mim nem um terço de seu medo e seu credo. O que é real pra mim eu não posso tocar. Isso é essência e não se pode tirar. Serei ausência em sua roda, seu futuro e no, precocemente dito, amor. Algo que você provou não saber o que é, eu falo de liberdade. Falo sobre coisas que eu amo e que desse caminho não devo me retirar.


Don’t tell me that my masterplan
Ain't coming through
Don't tell me that I won't
I will

Don't tell me cause I know what's real
What I can do