segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vale Quanto Pesa


Reza a reza. Sussurra Melodia no volume mais alto. E me enche de mais do mesmo que me trouxe até aqui. Eu, delituoso - e um tanto cara de pau -, finjo a síndrome de perfeição. Vou sempre certo, forjando. Caminhei, até agora a pouco, a questionar-me onde deixei abertura para diversidade de silêncios como estrondosas respostas. Não que eu tenha perguntado alguma coisa. Eu me troco pelo troco, me diluo feito pó de café barato em carreira de estudante. E quem há de pagar pela oferta tão procurada? E ofereço-me a prazo, com parcelas homeopáticas de romantismo, coberto de amor e juros - e nenhuma jura, vale dizer - da cabeça aos pés.  E pra mais sincera falta de sinceridade, quanto paga? E a mais nítida falta de rima e extinção de poesia? De ontem em diante, mais afirmado. Novo velho. Aí, da minha mais farta falta de sentido às Segundas. Aí, de mim. De nós dois...

Um comentário:

Angelo Augusto Paula do Nascimento disse...

Vc nunca foi tão sólido, tão paradoxal e tão coerente ao mesmo tempo.
Lindo texto. Li e reli e reli.
Abraços