domingo, 13 de abril de 2008

Minha fé em pó solúvel

Eis o que Anitelli me ensinou. Aprendi que tem que se jogar de cara na vida. Quanto mais atordoante o sacrifício, maior as recompensas. Nada de pena. Me atiro do alto e que me atirem no peito. As coisas parecem diferentes olhadas de diferentes pontos de vista; mas na verdade nada muda. Um relógio pula de uma mão pra outra no espelho - mas nada muda. Aprendi a não contar os dias, assim sobra tempo pra contar pelas minhas vitórias. O medo fica maior de cima da pedra mais alta. Sou tão pequenininho de cima da pedra mais alta. Eis que se perco a fé, a pedra, vejo que a fé deposito em mim mesmo e só. E só - repeti pra da mais ênfase. Hoje me atiro, não me contento. E se antes, bem antes, um pedaço de maçã; hoje quero a fruta inteira. De ontem em diante será assim. Acima de tudo vi que é isso que as vezes precisamos ouvir. E de tudo que eu ia escrever, já não sei mais.
É... meu computador
Apagou minha memória

Meus textos da madrugada

Tudo o que eu já salvei

E o tanto que eu - ainda - vou salvar



É não dá pra transcrever o que Anitelli disse. Teria que falar mais do que, eu mesmo, posso ouvir. Tem detalhes que não contamos nem pra nós mesmos. Deixa estar. Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem. Bem sem sentido, escrevi apenas o que preciso lembrar. Segredo.


Créditos: Fernando Anitelli - O Teatro Mágico

4 comentários:

amanda lee jones disse...

penso assim: se jogar de cabeça na vida seria como mergulhar num rio fundo, esperando encontrar algum tesouro escondido, que está lá mas vai levar tempo pra você achar. às vezes, quando achamos, não acreditamos que seja aquilo, deixamos passar e aí que a fé falha, mas sempre vem uma nova oportunidade...

Dan Souza disse...

Concordo com Man...
A gente tem que estar sempre atento a tudo...
O tesouro as vezes é o que precisamos e não o que queremos!

Rα i sα ~ disse...

Meu tesouro é o que eu levo.
/piegasesincero

May-Chan! disse...

Você pensa em tudo isso, discute consigo mesmo e ainda se revolta, porque ninguém te entende. Resolve escutar uma música e então percebe: eu devia ter escrito, cantado, falado isso antes!
É bom quando escutamos uma música e percebemos que ela nos entende, e diz "eu sou o espelho do seu desespero". Poder perceber isso é don de quem procura o que é bom!

Nem sei porque tô falando tudo isso! Queria mesmo era te contado que adoro Teatro Mágico...Fernando Anitelli realmente exprime o que também faz parte da nossa opnião.

Beijos.