quarta-feira, 16 de abril de 2008

Da Honra e do Ódio

Um samurai era encarregado da segurança pessoal do soberano. Um dia alguém foi mais esperto que ele, e o soberano foi assassinado.
Durante muito tempo o samurai perseguiu o assassino. Depois de oito anos, viu-se frente a frente com ele. No momento em que ia matá-lo, o assassino – desesperado – cuspiu em seu rosto.
O samurai colocou a espada na bainha, deu meia-volta e voltou para sua terra.
“A perseguição e o combate faziam parte do meu código de honra”, disse o samurai, quando lhe perguntaram o motivo de seu gesto. “Quando aquele homem cuspiu no meu rosto, passei a odiá-lo. Então, se o matasse, seria por causa do meu ódio, e não pela honra de meu soberano. Um guerreiro jamais é escravo do seu ódio”.

Créditos: Paulo Coelho

5 comentários:

amanda lee jones disse...

texto forte, palavra forte, sentimento forte, mensagem forte.

realmente
o que é o ódio perto da honra?

Kazilar disse...

See Please Here

bruna f. disse...

a força do guerreiro estava em achar o assassino e a fraqueza em odiá-lo. todo mundo tem uma fraqueza, o assassino explorou isso no guerreiro.

Rα i sα ~ disse...

forte.

Juka Lordello disse...

Esse espirito 'La Fontaine' de Paulo Coelho às vezes é legal.

Mas ainda fico com Clarice e Dummond, exceto se for pra reler Verônika deicide morrer.