terça-feira, 28 de outubro de 2008

Samba nosso

Sem rodeios ou lirismos, queria chegar logo no fato mais importante desse texto: um dos melhores momentos de toda a minha vida (se não O melhor). Depois de muito tremer a sensação é de que o mundo some junto com todos os problemas, todas as pessoas. Na capela, meus ouvidos e corpo inteiro estremecem às primeiras palavras de Maria Rita naquela noite:
'O meu samba vai curar teu abandono, meu samba vai te acordar do sono, meu samba não quer ver você tão triste, meu samba vai curar a dor que existe, meu samba vai fazer ela dançar, é o samba certo pra você cantar...'
E como prometido, nos versos cantados antes mesmo Dela surgir no palco, foi cumprido. Curou, acordou, fez feliz! Eu podia ver a pele daquela mulher, a um ou dois metros de mim; dava pra sentir o vento que fazia quando ela balançava a saia. Era tão diferente dos videos, tão melhor. Acho que ela pensou da mesma forma ao dizer que aquele era um dos melhores lugares pra fazer um show. Que sintonia, ainda lembro de cada vez que o olhar dela passou pelo meu e eu repetia 'eu te amo'. Eu tinha que fazer esse texto, tinha que registrar aquele momento de alguma forma. Havia ensaiado o que dizer aqui, e mesmo que digam que sei usar as palabvras agora não me vem nenhuma coerência nem vocabulário pra exprimir tal momento. Incrível. In-crí-vel.


- Olha gente, ela faz pose com os pés,
mesmo que eles não saiam na foto.
- Quem foi o palhaço que disse isso?
- Fui eu! Ahhh...
{...}
- Você não! Você não vai tirar foto comigo não!
(risos).
TIREI!
- Mas você heim rapaz!?


ps: pra fazer tudo mais especial ainda, amei dividir esse momento com os Xiitas. Vocês são demais!
ps²: a ficha ainda não caiu!


domingo, 19 de outubro de 2008

Tete a Tete

Não sei se é sabedoria popular mas o fato é que a seguinte informação me rendeu horas de reflexão na ultima semana, me disseram: "A gente tem várias paixões, mas amar mesmo; só amamos uma vez na vida!" Algo simples e polêmico. Horas de discussão numa roda. O que antes parecia uma frase de almanaque, agora me parece uma praga recém rogada! Paixão dedica-se tempo, músicas, poesia... Já amor - dedica-se alma! E se há uma duvida entre os dois no momento em que você lê esse texto, é porque - sem duvidas - a segunda opção não é o seu caso. Seria muito castigo da Deusa algo assim acontecer apenas uma vez, o fato é que ninguém diz 'não, isso não é verdade' logo de cara, sem parar muito pra pensar. Pior é quando essa única chance não é aproveitada, ou pior: correspondido. Pode ficar ainda pior? Sim, claro. Mas ai vamos falar de fidelidade, lealdade - coisa que nem todos sabem o que é. Ok! Ok! Verdade ou não, eu sempre tive gosto em ser excessões à regras.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Minhas lágrimas secam por si só


O silêncio torna-se o mais barulhento de todos sons enquanto a solidão ecoa no oitavo andar. De pensar que vai ser assim nos próximos 4 ou 5 anos, ou pelo resto do tempo, traz a angustia que amarga o sabor do vinho. Pra despistar Amy começa a cantar na tv. When will we get the time to be just friends? ♪ Adianto as músicas. Me and my head high ,and my tears dry ♪. E parece que vai ser assim agora. É esta a sensação de quando o número de despedidas supera o de encontros. São os últimos feitos nesse mundo sendo concluídos, preparando o pé pra por na tábua. E nisso o vinho dança em círculos no copo. A lembrança de um passado (sim é essa a palavra, sonhava em dizer-la) volta. É meio loucura digitar teu numero no celular e, por pouco quase aperto 'chamar'. Saudade de que? Da quantidade ou da qualidade!? I cry for you on the kitchen floor ♪



quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sobre peças de tabuleiros

O tal ciclo nunca para, o mesmo texto para diferentes texturas. Da Kether à Malkuth em tão pouco tempo, poucos paladares e língua tua. Se bem que dessa a gente não cansa. É chegada a hora de sair do luto; de já saber o quer e se livrar das amarras que sentimentos trouxeram. Seria mais simples esfregar-me só o cheiro do cigarro à teu coração e planos. O caminho que percorri fora mais do que as curvas sinuosas de corpos, mas o papel destes aqui acaba. Agora retomo o inferno e céu e, do passado, somem os nomes e só ficam as experiências. Eu te disse que era problema. De ter que optar entre mundo e amores - não deu pra seguir a letra da música - escolhi o mundo. E quem sabe um dia, de novo, o teu sexo - junto ao mar (♪).

I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was troubled
You know that I'm no good'


Aqui já duas ou três pessoas, dois ou três meses - em alguns minutos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sinal de fumaça

É pra dizer que tô presente. Ainda em barro, sangue e alma.
Minn'alma cativa.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Karma

Se eu não pude ter aquele castelo porque agora vou apedreja-lo? Bem, é isso que os fracos fazem. Sempre perdem, e depois tentam acabar com o que [ou quem] não possuíram. Poderiam seguir suas vidas e tentar construir sua própria p*rra, mas não - os maldosos não sabem fazer isso. Antes, bem antes, isso me incomodava... Mas agora, você se afunda tão raso que não dá nem pra tentar te salvar. É de dá pena o modo como a gente vê os outros mendigando uma vida que não é sua; amigos que não são seus, familia, músicas, papeis e cadeiras. É uma pena o modo como colocam sorrisos no rosto após atirar em 'irmãos e irmãs' suas próprias culpas. É de gente que vai se reduzindo, concordando com o que discordam que é pra fugir do destino de afastar as pessoas e terminar - como todos prevêem - só. Ninguém acredita mais em asas mal pintadas.


É, o velho texto batiiido'

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

(!)












Pshiiiiiu...
















"O sentimento
mais profundo
sempre se mostra
em silêncio"

(Marianne Moore 1887-1972,
poeta norte-americana)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Teias

À Gabi, Victinho, Mau e Rodrigo.



Alguns sentimentos não irão virar palavras e, por mais que eu tente, as palavras que acharia agora seriam só palavras perto de uma das obras de Wilde.



"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquetipo qualquer, mas pela pupila; Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos; Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.Para isso, só sendo louco... Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto! Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos; Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça... Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou; Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que 'normalidade' é uma ilusão imbecil e estéril. "

(Oscar Wilde)





E, falando em obras, lembro-me de algo que li certa vez e é assinado por Willian Blake. Ele diz que aranhas constroem teias, pássaros constroem ninhos - e os homens, a amizade.





segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Contar a vida em números

Já prometi não tocar no 'nome' e depois de dez destes textos, mais uma vez, parto uma promessa ao meio. Rompo comigo, como em tantas outras vezes. Seis ou sete delas talvez. Não vou ser romântico, nem culpado. Eu que não entendi as brechas, que não ligueis os pontos (desde criança eu era péssimo naqueles jogos) e deixei de ver o que sempre me esperou. A não felicidade, a traição, a total falta de escrúpulos e de culpa. Não vi que 8 é sempre mais que 1. Formei 2, sem nem querer saber porque - e a culpa não é minha. A culpa é sua. E talvez uma frase possa apagar tudo de ruim e deixar só coisas boas; e ela não é 'te amo' ou coisas do tipo. Essa doença que cansou os ouvidos da platéia, faz ninguém ligar {...}

Você é a minha cura [?]
- se é que alguém tem cura -
Você quer que eu
cometa uma loucura!?
Se você me quer,
Cometa!



terça-feira, 2 de setembro de 2008

Lugar pra lamurias


Eu já não suspiro, nem durmo a tarde pra esperar pela noite. Já não lembro a ultima vez que escrevi nomes no ar; não crio, não trago. Não nada. Agora paro pra ver o que vai passar, espero pelo próximo ato num desses entediantes intervalos em que a cortina permanece fechada enquanto todo gás da agua se esvai. Fora o medo de entrar mais uma vez em cena, de cair num fim a la Shakespeare. E o cenário!? Nos bares, nas camas, nos lares, ou - outra vez - na lama? Já sinto inveja dos livros que leio, as próximas páginas parecem um tanto quanto distantes. E você, quando chegar, não bata à porta ou espere qualquer sinal. Basta que chegue. Não peça lincença. Apague o que de ruim deixaram, o que foi proibido, sem gosto e, apague também, aquilo que nunca falei o que ficou diversas vezes subentendido. Em troca te dedico todas as músicas, e tudo o que os outros foram pequenos demais para usufruir. Chegue.


“Ah, pequeno erro(...),
Como te mostraste terrível em Cordélia,
Arrancando, como numa tortura, minha natureza
De seu lugar devido, expulsando de meu coração todo o amor,
E alimentando o fel!"

domingo, 31 de agosto de 2008

Comer, dormir ... e confiar!

Em mais desses desvaneios, que temos numa tarde sem
mais nada pra fazer, vou parar a minha atenção em
um assunto que descobri fazer parte de mais uma de
nossas necessidades - exagerando mesmo - vitais.
Agora posso até compreender o cara de charuto
na mão e pilhas de manuscritos ao lado de um divã.
Pois é Freud, independente do que vamos ouvir; falar,
é uma terapia para nosso dia-a-dia.Então, mesmo que os
caminhos tenham dito 'não confiais', confiamos.
Não por querer, mas por precisar. Aí então falamos
todos os nosos problemas e quando terminamos a enchorrada
de coisas, percebemos que eles eram menor do que julgavamos.
Sim! Falar amenisa, dimunui, tira a impressão que os
pensamentos silenciados nos deixam.
Aos poucos vamos aprendendo: acordar, comer, confiar, dormir.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Na palma da tua mão


Sabe aquela música que diz 'eu sou capaz de certas coisa que nem quis fazer' !? Então, ela mesma. Percebi que a distancia entre mente e coração é bem maior que uma artéria. São mundos diferentes que ocupam a mesma alma - cada universo. É aí que faço, que embaraço e que não sei aonde fui parar. É aquela coisa de 'aja duas vezes antes de pensar' - sábio Chico - que nos remete ao que nossa mente sempre gritou não querer. Antes de continuar com a tal música, e perguntar se existe algo que justifique a vida ou pelo menos esse instante, eu prefiro parar de escrever e sair à procura. Afinal, mentiras de amor não deixam cicatrizes!


E chega de mentiras cor-de-rosa'


terça-feira, 19 de agosto de 2008

Cem


Bom, esse é o centésimo texto do Diário de um Príncipe Hipocondríaco. Lembro-me dele ter outro link e ter sido aberto só pra salvar um texto a qual eu havia posto num perfil e não queriam que eu retirasse. Em seguida algumas fotos - já excluídas.
Nunca achei que blogs pudessem trazer mais noticias do que um desses [milhões] de sites pode aí. Resolvi então que ele seria tão pessoal quanto um diário, tão real [no sentido mais nobre da palavra] quanto de um príncipe e tão dramático como o de um hipocondríaco temendo a morte.
Daí então, mais precisamente no dia 20 de dezembro, abri as portas de um reino para torna-se 'público'. Depois disso falei de saudade, boemia, tempo e até lama. Falei da pior parte da minha vida e da sua recém guinada. Uma dessas páginas já foram alvos de muita polêmica no mundo, digamos assim, real [no sentido mais chulo dessa palavras]. Coisas que não se desfizeram mais. Assim, pelo que há de ruim e de bom aqui - é que digo que criei 100 grandes marcas em vidas.
Aqui jaz todos os meus devaneios. Posso voltar ao passado, reler e vê o quanto pude mudar em tão pouco tempo. Quantas formas de pensar!
Bom, era isso. Vim soprar as velinhas. 100 delas.


domingo, 17 de agosto de 2008

O Sol em Câncer

A sua existência sai das normas - eis o que ouvi pela primeira vez do meu mapa astral. Detentor do conhecimento da vida, pelas leituras e pelas experiências próprias. Enquanto Janis Joplin solta os gritos, marco na pele o sol na oitava casa, o sol com urano, o onirismo da Lua na casa 1, o dom da palavra com Júpiter em saturno. E nessa transsendental existência que eu seja passivo do que há de bom no destino e que possa rabiscar novas linhas e ir além do mar. Remar. Não faltou quem ligar, nem quem compartilhar. E estão todos ali, em linhas. E ali também reside o futuro, todo bem e todo mal. Posso por as mãos no meu destino, levar ele a cama. Sempre junto de mim.


...que a minha pele tem o fogo do juizo final'





quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O pecado febril

E mesmo que tenham erguido cercas ao redor, pude achar um escape. Vi que posso respirar só, que cercas como essas não valem de nada pra quem sabe voar. Pois é, eu vi. E você chegou e calou a minha boca pra que eu pudesse gritar, prendeu minha circulação pra que meu coração pudesse pulsar, tirou meu ar pra que eu pudesse respirar. Foi uma cena sem castelos, sem trilhas sonoras, sem protagonistas. O espetaculo que ninguém viu, que ninguém percebeu. Só você e eu. Sujo como a lama e - essa sim - vale a pena se melar. Sai do lugar, você me tirou sem precisar puxar, me conduziu e me deixei levar.

Foi só por um segundo, todo o tempo do mundo, e o mundo todo se perdeu ♪'


Agradecimentos todo a Santa (Maria Rita) que deu voz a letra de Claudio Lins.