sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Amores Gris


Divagar. Sobre pôr os olhos no que resta de luz da noite nublada. Procura insana por sono. Mais parece grito de socorro. É mais força involuntária para refugiar-se do possível e desaparecido sono. Ah, os clarões que vagam em mente. Insensata busca por não cessar-se e sucumbir-se.

De vagar. Flutuar mente ao passo que os pés balançam involuntários em cama elástica. A esquecer-se do trocar de pés pelas mãos. Distração em doses homeopáticas. Exaustão, por vezes. Lembrete amarrado ao dedo: 'respirar' (era para não desejar mais). De vez em quando faz bem.

Devagar. Aprisionar o físico no correr solto da força do pensamento. Libertar – a ferro, fogo e fumaça - algumas amarras. Andar algumas ruas, despressurizar em léguas. Andar afim de completar o ciclo. E fé que esse exista. Anda, por vezes, a mostrar-se. Um dia desses. Qualquer dia desses. Recriar.

2 comentários:

Fernanda Hauptmann disse...

Divagar, de vagar, devagar. Eu mesma não teria pensado melhor. Muito muito muito belo.

Digaum5 disse...

e quão rápido e sagaz eh o seu pensamento!
Muito Lindo Brother!