segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ecos

Me pego só e cheio de vontade de escrever. Medo da leitura que as palavras terão. Não só da leituras das outras pessoas, mas a minha própria. Como me repudio a cada vez que leio alguns dos textos antigos, principalmente os que nunca saíram de folhas de papel. Largando os vícios, procurando (sem sucesso) por novas virtudes. Desfalcado. Completamente sem inspiração ou sem as teias que antes seguravam pesos como o da rotina. Teias cheias de som e gestos. Agora só ecos que ao menos servem pra deixar esses dias menos frios. E toda manhã parece o inicio da jornada em busca de algo que pareça interessante. Sem querer arrancar a importância de todas as estrelas que possuo (Vide Capitulo XIII - Le Petit Prince) mesmo sem possui-las, mas tirando - sim - o interesse perdido pelo monstro-cotidiano.

4 comentários:

Angelo A. P. Nascimento disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Angelo A. P. Nascimento disse...

Escrever é libertador e isso é bastante sabido. Não se importe com as tantas outras leituras.
As suas palavras são a sua leitura da vida e ponto.
Eu mesmo tenho buscado cadernos antigos e nem tudo que escrevi é legal de se ler, mas teve em mim o seu significado. Por me sentir pouco inspirado atualmente, eu vivo de meus ecos. É uma oportunidade de se entender e assim reeditar-se.
Abraços
Curta os ecos.

Rα i sα ~ disse...

Há todo um mito sobre o Eco... reza a lenda que ela era uma ninfa que, tendo uma bela voz e o ódio de Hera, foi condenada a só repetir as últimas palavras alheias. Pense pelo lado positivo... na sua lenda, são as suas palavras que ainda soam. Por mais que pareçam alheias depois de proferidas.

Dan Souza disse...

Há alguns dias eu achei um caderninho jogado lá em casa, era o caderno que eu escrevia meus textos antes de postar no blog. Relendo os textos, eu dei risada de alguns que na época eram muito serios pra mim, alguns que eu achava que tinham ficado realmente bons, agora eu acho feios e sem nexo e outros que eu achava muito ruins, agora me parecem até bonitinhos...
Meu blog só tem pouco mais de um ano, mas é incrivel como a gente muda, né?

E não se preocupe com os ecos, pq como Rai disse, são as suas palavras que ainda soam.

Amo sempre!