terça-feira, 13 de outubro de 2009

eco

Meu físico começa a espelhar o que se passa dentro de mim. Meu ar, pesado, mostra parte do meu ressentimento; dividindo narinas com o medo - escondido. Os olhos marcados pelo que tira o meu sono, pelos meus sonhos, minhas flores. Os dentes rangem pelo eco que dão às minhas palavras. Minha boca saliva pelas lembranças. Meu sangue pulsa mais rápido quando a mente passeia num futuro. As pernas balançam numa ansiedade por tudo que o ouvido tem pra escutar, mas que esta aprisionado num mistério e trancado pelo medo de ouvir.
As minhas palavras andam imponentes, as decisões - dizem seguras - como dedo indicador em riste. É que aquele olhar para baixo, depois que se vira pro outro lado da cama, tão comum pra alguns, como eu, andam escondidos. Mas não deixam de existir. De consumir. De pedir abrigo. Cabanas, braços.
E o sorriso é o mesmo, mesmo que vida diga não. E ela nem disse isso.

su luz fugaz
alumbrando desde otro tiempo,
una hoja lejana que lleva y que trae el viento.
eco, eco...
ocupando de a poco el espacio
de mi abrazo hueco

3 comentários:

Tiago Fagner disse...

Vai ver ele está acabando mais uma vez, mas acredito que você vai se reiventar de novo! Já passei por isso de novo, mas a vida sabe mostrar seu lado doce, mesmo que por breves momentos.

Natália Corrêa disse...

oce.

esse eco muda de direção o tempo todo.

Angelo A. P. Nascimento disse...

Picotando papéis a vida artificialmente se finda.
Queima tudo com o coração.
Abraços