sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Quinze minutos e tanto

Quinze minutos e tanto pra ouvir o que esperei pelo últimos dias. Pra voltar à cena, o vermelho, o som, até o sabor. Fico pensando em como quando corrigimos nossos atos. Esperamos, vamos àquele mundo só nosso, nos culpamos, e então, corrigimos. Fiz muito isso. Penso que temos que encurtar o espaço de tempo entre o ato e a correção. Tive medo de não dar tempo. Tive medo que minha cabeça desse fim a uma história. Se demorasse mais... Então, 'encurtar'. Pode não dar mais tempo. Deu vontade sair por aí, de meias, gritando 'pode não dar tempo, apressem-se!'. Já vi tantas vezes cair o último grão da ampulheta. Vi de todos os ângulos. Sim. Desfazer, falar, contar, perdoar, procurar, entender. Pensei em como iria viver daqui pra frente sem esses quinze minutos e tanto. Tanto. Apressem-se, pode não dar tempo!

2 comentários:

Angelo A. P. Nascimento disse...

"Beije-me
Deixe o tempo correr caquético por debaixo de nossos olhos
Deixe que se diluam os abraços trocados
Deixe que a sensação de eternidade se desvaneça com sinceridade

Beije-me silentemente e serei aquele que sempre amou mais do que podia."

Versos meus, mas os sentimentos do post são seus.
Sempre lute pelos seus quinze minutos e tanto.
Abraços e boa semana

Lua. disse...

Acho que eu perdi meus quinze minutos. Me equilibro então nos três pontinhos, esse silêncio cheio de palavras falsas. Onde só o tempo fora do relógio, só os dias fora do calendário poderão trazer os próximos quinze minutos.
Escreves muito bem.
Beijones:*