domingo, 25 de abril de 2010

Leve na lembrança ou Cor de Mancha-de-olhos-fechados

Desacompanhado de inspirações, univitelina de paixão. Sou todo esse em jogo sincero de palavras nem tanto. Nos últimos contatos morei nas lembranças do que já me valeu. Não; nada de querer por na balança. Estava tudo no canto da mente, no verso da canção. Eu consigo lembrar das horas de palavras trocadas e do gosto de dormir repassando cada uma delas. Anote aí o encontro, o medo, o desejo, a trilha e a chuva. Porque algo menor não há de valer em belos contos. Esqueça que eu era ocupante de um cargo aberto em alma ou, qualquer coisa do tipo. Eu não estive ali para preencher vagas. Eu morei numa safra, num sofá, num som, num tom de cor chamado manchas-de-olhos-fechados. Eu fui além de mim, comemorei no ato, beijo e até no desencontro. Não fomos 'quem' ou 'aquilo'. Nem sei o que fomos. Não há de por nossos silêncios de entre frases em resumidas frases. Apenas, leve na lembrança.

3 comentários:

Tatiana F. disse...

Existem coisas que só podemos mesmo levar nas lembranças. E algumas outras nem se quer deixam lembranças... Desaparecem por entre nossos dedos como areia em meio ao vento.

B; disse...

É muito bom poder ir além de si mesmo...

Rα i sα ~ disse...

... a singela melodia.