segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Deve ser um fim de tarde

Aqui de dentro, onde dá pra ver o céu ganhar listras laranjas e o vento acalmar o calor do dia, é tudo nostalgia. A música é nostalgia. A conversa é nostalgia. O copo não, esse não. As palavras visitaram um velho pé de araçá, velhas histórias que não são contadas em livro algum, em bonecos, choros, traves, escada rolante, pés de coqueiro, poodles, balas de maçã, missões... Uma pontada de ódio pelo tempo não correr em direção contrária. O gosto do antes, de que tudo foi aproveitado ao máximo - mas a fisgada de que poderiamos aproveitar mais que o possivel. Mania de gigante que agora nos bate no reflexo de um espelho, de banho tomado e barba cortada. Mas no fundo do copo sabemos que a grandeza é de menino. Nas moedas catadase trocadas em doces. Na parede da memória essa lembrança é o quadro que doi mais. Ainda somos completos, felizes, cantantes e imortais.

"Deve ser o fim de tarde
Um ar de domingo no meu coração
Também pode ser a velocidade pela contramão
Entre o cão e o lobo
Perguntas turbinadas vão me ultrapassando
Que diabos faço eu no mundo?"

Um comentário:

Dan Souza disse...

Muitas vezes tudo o q eu queria era que o tempo corresse em direção contrária...
Sinto falta de todos os momentos e tenho um medo absurdo de perder você algum dia.
Queria que você pensasse todos os dias e não só de vez em quando, que você é o meu melhor amigo e eu amo você!