quinta-feira, 17 de junho de 2010

Acredite se entender



É o gosto da totalidade acompanhado do vento no rosto, do amargo da última bebida, da singularidade de uma sexta à noite. Falo de mesmos sentimentos – acontecimentos - que na soma resultam sempre num sentimento variante, inédito. Alquimia de ingredientes para o mesmo paladar. Nostalgia de ciclo fechando-se tão perto de um desfecho de livro de memórias de canto de prateleira. Fazer-se entender é tarefa impossível que os mais ininterpretáveis morreram tentando e tornando-se ídolos emoldurados  numa parede rebocada de lembranças. Falo de últimas paixões queimadas, de má interpretações frias, intrigas ardentes, doces laços, saliva picante e de algum denominador [in]comum. Vontades de permanecer, coragens de partir, desejos de perpetuar, saudosismos do futuro. Já pisando em gemas e, com  essa mistura na ponta da língua, visto-me com a estampa da minha própria cara e armo-me dos últimos meses ainda que seja pra continuar aonde estou agora. 


4 comentários:

endim mawess disse...

alquimia de ingredientes para um desfecho é o que fez seu texto, gostei embora seja preciso ler mais de uma vez para entender.

Steven Hans Fenólio disse...

bacana .. gostei do texto!
fazia um tempinho que não passava no seu blog .. mas continua otimo!
=D
Abçs

. disse...

Eu acredito =)

Rafaela Dantas disse...

vc ta escrevendo cada dia melhor!